Eu sempre odiei muito fácil.
Não acho bonito falar isso.
Eu tenho uma dificuldade incrível da amar as pessoas.
Eu não tive Pai presente na minha infância ou adolescência, mas tive Mãe, avó e Tia que eram tudo que eu precisava.
Mulheres muito muito muito fortes.
Me ensinaram valores e filosofias incríveis que carrego até hoje,
Me ensinaram a ser de verdade, a ser intensa, a ser correta...
Sou quem sou por causa delas.
Numa atmosfera dessa, meu cérebro desenvolveu vários padrões,
Um, me fez ver mulheres como grandes guerreiras
e homens como pessoas muito fracas e frágeis
Esse padrão foi fruto da relação que desenvolvi com meu Pai na infância,
Das poucas vezes que ia me ver, ele chorava nos locais públicos e me pedia desculpas por ser um pai tão ruim,
Aí, sumia se novo, por mais alguns anos.
Não ajudava minha mãe financeiramente, e colocava a culpa de não ir me ver, nela.
Cresci com uma imagem totalmente desconstruída do sexo masculino e até hoje tenho problemas com isso
por exemplo no meu casamento, é dificílimo pra mim estar casada, sendo tão independente, responsável em relação ao meu marido, que está amadurecendo agora. Nossas diferenças culturais são fatores muito fortes: brasileiros alem de intensos são muito acelerados, precavidos e tem uma mentalidade lógica que o canadense não precisa ter, por exemplo, pra que fazer uma pós se você consegue achar inúmeros empregos no seu nível de graduação que pagam super bem? Aqui no Canadá eles não ligam muito para pós graduações ou falarem mais de uma língua, mesmo a segunda língua do País sendo francês, eu ainda não conheço um canadense da British Colombia que fale ingles e Frances! Enquanto no Brazil, minha mãe está fazendo a segunda faculdade, minha Tia tem duas pós, eu falo 3 línguas fluentemente e estou aprendendo uma quarta e mesmo assim não conseguimos empregos que nos paguem bem como se paga por aqui, para pessoas com um ‘college’ - essa é a realidade inclusive de quase todos os meus amigos: faculdade terminada, pós, línguas, e desempregados ou, ganhando misérias. A situação de crise do nosso País faz com que estudemos muito e com que sejamos pessoas que pensam muito rápido. Em compensação, enquanto estamos fadados a over reaction, o canadense é polido e político e não fala o que sente, até simplesmente não sentir.
Meu marido jogava roupas no chão quando chegava em casa, até eu ter recado muitos doidas como falar em divórcio por esse comportamento, as realidades diferentes quase nos separaram inúmeras vezes e ainda é um desafio gigante, não só pra mim mas pra ele também.
É difícil pra mim lidar com o sexo masculino, porque ainda tenho aquela velha imagem.
Quando ele faz algo errado e chora, me lembra meu pai, nas mesas dos restaurantes chorando e me pedindo desculpas, da vontade de sair correndo.
Eu acredito em família.
Acredito em casamento, e eu dou o meu melhor pra fazer o ‘a gente’ acontecer mesmo com as minhas limitações e as dele. Eu nunca vou desistir de algo antes de dar tudo de mim, até a minha última gota de sangue, até a minha última lágrima. Eu sou assim pra tudo na minha vida, basicamente.
Já tive grandes decepções e já achei que iria morrer de desgosto, não morri.
Mas voltando ao assunto,
o outro padrão, o padrão de substituição que nunca parou.
Mulheres muito muito muito fortes.
Me ensinaram valores e filosofias incríveis que carrego até hoje,
Me ensinaram a ser de verdade, a ser intensa, a ser correta...
Sou quem sou por causa delas.
Numa atmosfera dessa, meu cérebro desenvolveu vários padrões,
Um, me fez ver mulheres como grandes guerreiras
e homens como pessoas muito fracas e frágeis
Esse padrão foi fruto da relação que desenvolvi com meu Pai na infância,
Das poucas vezes que ia me ver, ele chorava nos locais públicos e me pedia desculpas por ser um pai tão ruim,
Aí, sumia se novo, por mais alguns anos.
Não ajudava minha mãe financeiramente, e colocava a culpa de não ir me ver, nela.
Cresci com uma imagem totalmente desconstruída do sexo masculino e até hoje tenho problemas com isso
por exemplo no meu casamento, é dificílimo pra mim estar casada, sendo tão independente, responsável em relação ao meu marido, que está amadurecendo agora. Nossas diferenças culturais são fatores muito fortes: brasileiros alem de intensos são muito acelerados, precavidos e tem uma mentalidade lógica que o canadense não precisa ter, por exemplo, pra que fazer uma pós se você consegue achar inúmeros empregos no seu nível de graduação que pagam super bem? Aqui no Canadá eles não ligam muito para pós graduações ou falarem mais de uma língua, mesmo a segunda língua do País sendo francês, eu ainda não conheço um canadense da British Colombia que fale ingles e Frances! Enquanto no Brazil, minha mãe está fazendo a segunda faculdade, minha Tia tem duas pós, eu falo 3 línguas fluentemente e estou aprendendo uma quarta e mesmo assim não conseguimos empregos que nos paguem bem como se paga por aqui, para pessoas com um ‘college’ - essa é a realidade inclusive de quase todos os meus amigos: faculdade terminada, pós, línguas, e desempregados ou, ganhando misérias. A situação de crise do nosso País faz com que estudemos muito e com que sejamos pessoas que pensam muito rápido. Em compensação, enquanto estamos fadados a over reaction, o canadense é polido e político e não fala o que sente, até simplesmente não sentir.
Meu marido jogava roupas no chão quando chegava em casa, até eu ter recado muitos doidas como falar em divórcio por esse comportamento, as realidades diferentes quase nos separaram inúmeras vezes e ainda é um desafio gigante, não só pra mim mas pra ele também.
É difícil pra mim lidar com o sexo masculino, porque ainda tenho aquela velha imagem.
Quando ele faz algo errado e chora, me lembra meu pai, nas mesas dos restaurantes chorando e me pedindo desculpas, da vontade de sair correndo.
Eu acredito em família.
Acredito em casamento, e eu dou o meu melhor pra fazer o ‘a gente’ acontecer mesmo com as minhas limitações e as dele. Eu nunca vou desistir de algo antes de dar tudo de mim, até a minha última gota de sangue, até a minha última lágrima. Eu sou assim pra tudo na minha vida, basicamente.
Já tive grandes decepções e já achei que iria morrer de desgosto, não morri.
Mas voltando ao assunto,
o outro padrão, o padrão de substituição que nunca parou.
Até hoje eu evito sentir dor, trabalhando com substituições.
Substituo pessoas quando elas me decepcionam e eu não sinto um pingo de dor por isso, mas eu sonho com essas pessoas por meses. As vezes anos.
As vezes, elas não me ferem, eu simplesmente ás desligo da minha vida antes que aconteça.
A lista é extensa, entre líderes, namorados, melhores amigos e amigas, ou ás vezes pessoas que nem eram tão próximas.
É engraçado falar mas tendo posições de alguma visibilidade na igreja (o grande universo em que minha vida aconteceu por mais da metade da minha existência) eu e meus amigos tínhamos inúmeros ‘stalkers’ - alguns amigos ficaram doidos com essa visibilidade toda e vivem em função disso até hoje, outros como eu, excluíram todas essas pessoas depois das eleições desse ano (deu Unfollow, exclui e me ‘unfollowzey’ do perfil de mais de 3 mil pessoas nas minhas redes. Exatamente NADA mudou na minha vida excluindo esse povo. Como exatamente NADA muda quando temos um like a mais ou a menos em qualquer rede social. Mas deixa que esse é um assunto pra outra hora.
Tenho uma média de 80 visualizações por aqui, e 400 nos meus stories no insta, isso só demonstra que: ninguém quer realmente saber o que sentimos ou pensamos, a grande preocupação dessa era é com a imagem que passamos. Entre bundas photoshopadas, peitos siliconados, maquiagem e editores, entendi que minha paz de espírito viria do meu encontro comigo mesma, e depois, com Jesus, os likes das redes nunca me confundiram.
Eu fiz esse blog pra falar das minhas dores e dos meus fracassos porque eles fazem parte de quem eu sou muito mais do que os sorrisos das fotos que posto, ou de qualquer lugar que eu esteja visitando, ou de ainda, ter um corpo interessante ou não. Os meus fracassos e dores também são uma parte das conquistas e realizações que eu tive e ainda vou ter, uma parte importantíssima.
É engraçado falar mas tendo posições de alguma visibilidade na igreja (o grande universo em que minha vida aconteceu por mais da metade da minha existência) eu e meus amigos tínhamos inúmeros ‘stalkers’ - alguns amigos ficaram doidos com essa visibilidade toda e vivem em função disso até hoje, outros como eu, excluíram todas essas pessoas depois das eleições desse ano (deu Unfollow, exclui e me ‘unfollowzey’ do perfil de mais de 3 mil pessoas nas minhas redes. Exatamente NADA mudou na minha vida excluindo esse povo. Como exatamente NADA muda quando temos um like a mais ou a menos em qualquer rede social. Mas deixa que esse é um assunto pra outra hora.
Tenho uma média de 80 visualizações por aqui, e 400 nos meus stories no insta, isso só demonstra que: ninguém quer realmente saber o que sentimos ou pensamos, a grande preocupação dessa era é com a imagem que passamos. Entre bundas photoshopadas, peitos siliconados, maquiagem e editores, entendi que minha paz de espírito viria do meu encontro comigo mesma, e depois, com Jesus, os likes das redes nunca me confundiram.
Eu fiz esse blog pra falar das minhas dores e dos meus fracassos porque eles fazem parte de quem eu sou muito mais do que os sorrisos das fotos que posto, ou de qualquer lugar que eu esteja visitando, ou de ainda, ter um corpo interessante ou não. Os meus fracassos e dores também são uma parte das conquistas e realizações que eu tive e ainda vou ter, uma parte importantíssima.
Tirar pessoas da nossa vida, ou simplesmente deixar com que se percam da gente, não foi, mas me faz cada vez mais distante das verdades que eu acreditei de todo meu coração e que repentinamente viram mentira, das promessas que eu fiz para pessoas que pareciam ser meus melhores amigos da vida, sem contar os ‘pra sempres’ que a gente jura por aí.
Também entendo que as vezes, meus próprios sentimentos fazem tudo de bom que eu já vivi virarem mentira.
Eu nunca mais consigo olhar essas pessoas com os mesmos olhos mesmo que eu tente mil vezes.
E acabei descobrindo que estaria tudo bem, se mesmo que a rotina, a distância, as mudanças mil nos distanciassem, eu mantivesse no meu coração tudo o que essas pessoas foram pra mim, mas sabendo que hoje simplesmente não se encaixam mais na minha realidade.
É como um vestido lindo, que você amou usar, que parece que nunca mais você encontrará um igual, mas que te ‘cabe’ mais - ou porque você engordou como ou porque emagreceu, não importa o porque. Pensar nos porquês faz a gente sofrer o que a gente não precisa sofrer.
É como um vestido lindo, que você amou usar, que parece que nunca mais você encontrará um igual, mas que te ‘cabe’ mais - ou porque você engordou como ou porque emagreceu, não importa o porque. Pensar nos porquês faz a gente sofrer o que a gente não precisa sofrer.
Morando sozinha em outro país por quase dois anos, descobri coisas que eu não sabia sobre mim, encontrei o Hyde, que antes eu só ouvia gritar.
Quero primeiro explicar o que é a sombra, de uma maneira mais básica e pratica.
A sombra (segundo Jung) é o comportamento que você desenvolve (também podemos chamar de Arquétipo) para encobrir seu lado sombrio. O conceito de sombra ou o lado obscuro constitui essa dualidade comum, que inspirou Robert Louis Stevenson a criar o seu clássico “Dr. Jeckyll e Hyde”, muito antes de Jung desenvolver a sua teoria sobre o arquétipo da sombra na verdade, mas o que importa aqui não foi quem inventou, ou catalogou esse comportamento, arquétipo, ou seja lá o que queiramos chamar, o que importa é que tem sempre um Hyde querendo se manifestar dentro da gente, um Hyde totalmente diferente do Dr Jeckyll.
O Jung acredita também que existem tipos diferentes de sombras mas que a melhor maneira de lidar com elas é trazer tudo isso pro consciente e enfrentar.
Eu nunca enfrentei.
Na igreja eu aprendia sobre o amor, mas o sistema de lá de dentro me ‘forçava’ a simplesmente engolir tudo aquilo sem digerir, e sinceramente eu não acredito que esteja errado - ouvi uma frase de uma amiga, que fez total sentido ‘ainda funciona pra muita gente’ e é verdade! E digo mais! Se eu tivesse no Brasil ainda funcionaria para mim.
A igreja é onde eu ouço a palavra de Jesus, entre o Jung, o Freud, Nietzsche e qualquer outro nome, o de Jesus sempre vai fazer muito mais sentido. Ficar perto Dele, faz qualquer ‘sombra’ desaparecer - mas eu não quero ser alienada, não é só ir à igreja e colocar uma Bíblia em baixo do braço que vai tratar minha personalidade, caráter e me dar as respostas do que eu ainda preciso tratar sobre mim mesma. Eu amo a igreja, mas a igreja consciente, como Jesus ensinou os discípulos à serem, Ele fazia questão que Pedro soubesse quem Ele era, a parte ruim, a boa, porque de Jesus a gente nunca vai (e nem precisa) esconder nada.
Longe da igreja e da nuvem de amor (mesmo com as tretas) que aquele lugar me proporcionava, o Hyde se mostrou.
Todas as mágoas ainda estavam lá.
A solidão do Canadá, a falta da minha família, a falta dos meus amigos e da igreja, trabalhar como BABÁ (enquanto sou uma analista comercial no BR), não poder continuar minha Universidade, o casamento tão rápido cheio de problemas, um marido que era um moleque e não queria se portar como um homem responsável, ter que ser a pessoa responsável da minha casa e geri-la, a documentação que demora séculos pra chegar e o tratamento de cidadão de segunda classe que tenho nesse País, me deixaram depressiva, e aí todas as maiores dores que tinha tido, até as mais recentes que eu fingia não me importar, vieram como um tsunami e acabaram com o resto de amor que tinha por aqui: A líder que me esculhambou no passado e eu disse que perdoei, o marido dela que uma vez me esculhambou quando meu visto pro Canadá deu errado, e ele falou que minha vida estava falida (e estava mesmo) e me comparou a uma amiga que na época estava bem (e que hoje eu não trocaria de vida com ela nem se me pagassem milhões)eu não tinha perdoado não, mesmo que eu dissesse que tinha. A melhor amiga que falou mal de mim num passado recente, que chegou a pedir desculpa mas voltou a falar mal meses atrás, eu não perdoei não, e o julgamento e sermão do melhor amigo que tava fazendo inúmeras coisas doidas, me fizeram ter um surto de ódio contra todas essas pessoas.
Eu fiquei um mês pensando como a minha vida era uma mentira, até que decidi desligar essa parte da minha vida, e o triste é que era uma parte boa.
Fiquei cinza por um tempo.
Parecia que só tinha ódio.
Durante um tempo tentei administrar o que sentia e falei mal também dessas pessoas, ridículo da minha parte, não que elas não merecessem, mas eu sempre acreditei que mesmo que coisas ruins acontecessem comigo, o como eu reajo define quem eu sou.
Entre ficar tentando resolver, reamar, ou querer tirar qualquer história a limpo, eu preciso é resolver a minha própria vida, quem eu sou, enfrentar OS MEUS monstros, não os dos outros (até porque os deles, são um problema deles) enfim, cuidar de mim.
Todos os meus problemas, não tem a ver com ninguém mais do que comigo.
Mandei uma mensagem pra cada um deles, desejando o melhor - foram pessoas importantes e especiais no tempo que estiveram perto, e encerrei de vez esse capítulo, pronta pra esse novo, que provavelmente será dolorido, porque implica em achar respostas de perguntas que eu nunca quis fazer, ou ainda, fazer escolhas que podem me custar caro, e que tá tudo bem também.
Eu quero aprender a amar de novo.
A ficar feliz saindo do trabalho correndo porque to indo encontrar minha melhor amiga no metro, rir das mensagens que trocamos tentando se achar na república.
Eu quero ficar bebada de novo e descer da Madalena até a trafique sem ter ideia de onde estou.
Qualquer ideia de felicidade é tão remota agora, mas todas elas me lembram de casa.
Talvez seja porque estar lá, onde eu chame de lar, me faça lembrar de quem eu sou, não dessa bagunça que eu virei! Talvez, quando eu concertar esse ‘Hyde’ eu consiga encontrar de novo o ‘Dr Jeckillm’ que é a minha parte feliz, doida, desencanada, superficial mas alegre. Essa versão muito sóbria, muito lúcida, é dramática demais.
Esse blog não é sobre repostas. É sobre mais perguntas, nada aqui é poético, porque nenhuma versão minha é. Eu sou prática, um pouco arrogante, mas muito forte e obstinada pra desistir de achar todas as respostas que eu preciso pra fazer essa vida aqui em baixo fazer sentido.

Comentários
Postar um comentário
Criticas são construtivas, elogios são condecoração (: